Em tempos de intolerância religiosa e com vistas às eleições que vem por aí, o poeta se lembrou de outro nefasto exemplo de intolerância. Quem se lembra do caso do Padre Pinto expulso por celebrar missas com estéticas do candomblé?... O poeta imortalizou em versos. Deu o que falar! Pensando nisso, dê sua opinião, a Igreja colocou o Pinto pra fora, mas ainda tem gente que prefere o Pinto pra dentro.
E você nessa, como fica?
Sonhei,
não era pesadelo quem diria
Houve um quiproquó sério na Bahia
Vou detalhar de forma que não minto
A galera decide calmamente e não apavora
Defendendo ardorosamente a maneira de ser do Padre PINTO
Contra tantos que queriam ali o PINTO fora!...
A polêmica cresceu a nível de quizumba
Esse homem de fé sem ninguém para quem apelar
Se envolveu misturando religião com macumba
E a Cúria decidiu a impertinência então não perdoar...
Daí lhe digo, dê seu parecer agora
Afinal o Código Canônico a que sei não está extinto
Seria incúria da Cúria mandar o PINTO embora?
Ou reunido o Consistório era melhor meter a mão no PINTO?
Coitado do Zé para sair desse atoleiro tão sozinho
A solução achada foi o resto da vida então aproveitar
Caiu na gandaia rebolando lá no Pelourinho
Imitando o PAGODINHO:"Deixa a vida me levar"
Dalí até a praça Castro Alves é um bom pedaço
Com o pessoal do metiê não brincou em serviço
O capeta alegre ganhou mais um no laço
Foi o castigo maior para punir o PADRE insubmisso
Zé PINTO cansado e arrependido murchou-se lá no canto
Se morrer em pecado mortal sabe que não vira santo
Por isso não vale a pena é claro algum risco correr
Esta é a estória daquele fora de série da Bahia
Nessa ACM não entrou nem com omissão nem rebeldia
Mas o poeta registrou dando fé de tudo pra valer!!
Vitória da Conquista, outubro de 2006
HÉLIO SCHIAVO








