quinta-feira, 11 de setembro de 2014

SERRA PELADA, A LUTA QUE NUNCA ACABA

Cada pessoa tem seu ponto de honra de orgulho capaz de deixar fixado na história da própria vida. Juscelino de certa feita foi instado por D. Sara para dizer de que mais se orgulhava o grande criador de Brasília. Com a característica franqueza e simplicidade de sua mineirice Juscelino respondeu:'_Sara, o maior orgulho que carrego é ter passado pelo governo e em todas as etapas do caminho ninguém entrou na justiça contestando um ato meu!"

O mesmo não poderá ocorrer com Lula e Dilma Roussef por

exemplo, tendo em vista o problema de Serra Pelada. Temos que formar uma frente ampla afim de questionar o porque daquela jazida ter sido negociada com firma estrangeira já com as pernas bambas na falência e carregando  o pomposo nome da Colossus, repassando à empresa os direitos de extração da lavra mineradora. 
Que colossus de falcatrua está por detrás disso senhores e senhora? 

Como pode o Executivo atropelar decisão do Congresso Nacional, única instituição que reconheceu o direito do garimpeiro dentro dos 900 hectares que rodeiam a jazida? Ao tempo de desgovernança de Lula a Dilma, a canalha do partido dos trambiqueiros P.T faz o que quer com que o que não lhes pertence e acha apoio. E tem a pachorra de se colocar em reeleição agora!

Reafirmo que 32.000 garimpeiros foram aquinhoados pela Receita Federal com o Certificado  de Matrícula de Garimpeiro (C.M.G), registro esse que servirá de alicerces às reivindicações da massa. A COOMIGASP - sempre em luta pelo direito de seus associados, ao longo das décadas, enfrenta as dificuldades e atropelos a que são vitimados os garimpeiros. Chega de silenciar, sobre nossas batalhas! O Brasil continental não poderá ficar a mercê de grupelhos irresponsáveis e inconsequentes para colocar ouro na mão de estrangeiros, na expectativa cifra de 1.700 mil toneladas nos dois filões, fora outros minerais. 

As negociações com a Colossus, tiveram a influência direta do agora ministro de Minas e Energia Edison Lobão que também tem muito a esclarecer. Do grupo de Sarney, Lobão terá que explicar aos conterrâneos, garimpeiros maranheses, o preço da traição ao eleitorado fiel, até que possamos desarneyar o país compromissado com o futuro de nossos netos e bisnetos! 

O Blog Garimpeiros das Palavras precisa ser ampliado no grito de alerta indo de casa em casa acordando as consciências  adormecidas que acreditam nesse esquema petista de dar as migalhas ao povo e a riqueza aos "companheiros", portanto, longe estão da consciência limpa e os exemplos de dignidade de Juscelino.

Que Deus nos  ilumine para achar o caminho da justiça!

Hélio Schiavo

Trovando para o período pré-eleitoral

A oposição no país está bem reduzida e fraca
Perdendo de vez  a moral para gritar contra o  poder
Recheado pelo monte perdedor da gente babaca
Prega no deserto também com a condição de nada fazer!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Reflexões de um velho garimpeiro



Estamos a poucos dias da eleição presidencial no país e isso me traz um estado de reflexão de como será a coisa. Pelo andar da carruagem longe de querer ser pessimista ou futurista enxergo uma situação muito grave para o país. Provavelmente a bancada evangélica poderá vir a ser a mais potente do Congresso. As chamadas reformas sociais: Política financeira e outras não vão trazer dias tranquilos. O Código Penal está ultrapassado e as lideranças congressistas não se preocupam com isso nem se quer em punir o menor infrator que mata por aí afora desmesuradamente.  

A reforma agrária foi prometida no discurso de posse desse pulha chamado Lula, hoje envolto no escândalo da Petrobrás. Ninguém fez e nem fará a não ser tapear o povo atrás de voto. Sendo o país essencialmente agrícola, a reforma agrária, o Código Penal, as reformas tributária, eleitoral, social e por ai afora já deveriam estar concretizadas. 

Insisto em dizer, que entendo o povo sendo sempre enganado e puxado pelo beiço igual jumento. Aliás, esses animais, “uma raça em franco processo de extinção mais útil ao povo que os políticos”. 

Não duvido que um embate feroz está chegando por aí fedendo a carniça. Os países que nos rodeiam estão em melhor situação que esse continente de incertezas, onde pisamos carregando o lema: Desordem e Retrocesso. 

Custa-me crer que a Petrobrás, cujo legado foi a morte de Getúlio Vargas, tenha sido saqueada por essa gente que tem o descaramento de prometer e não cumprir, usando o microfone para ludibriar as massas. Aqui em Vitória da Conquista, o prefeito do PT "privatizou" o hospital Esaú Matos, já decretando a ineficiência do hospital da Santa Casa, com uma dívida de oito milhões, que segundo rumores, anunciam que poderá vir a encerrar as atividades do pronto-socorro. Nessa hora o povo não é visto e nem consultado nas manobras reais da maracutaias. 

No meu entender, aquilo que é feito para o povo é sagrado, não cabendo uma ação individual! Uma ação desse porte tem que ser cobrada na urna, senão viveremos amarrados na pecha de que: manda quem pode e obedece quem tem juízo. Porque o povo é um elefante deitado que não sabe da força que tem. 

Vou repensar toda situação política que nos envolve, para não fazer papel de bobo. Acredito que você deve estar pensando o mesmo que pensei, em medir nos meus alfarrábios de eleitor cansado de dar emprego e contracheque a quem não merece no peso de quase oitenta anos. Pense nisso na hora em estiver na urna, porque ao emitir seu voto, estará comprando ingresso para o circo, onde é o palhaço é quem vai rir de você. Depois não fale que não avisei.

Vitória da Conquista, 10 de setembro de 2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Trovando para um mensaleiro


Será que o Zé Dirceu vai continuar no xadrez?
Tem dez anos que espero que isso aconteça 
Pelo  muito da molecagem que ele então já fez
Quando abraçou  o poder perdendo a cabeça!




















domingo, 7 de setembro de 2014

Serra Pelada: acordos, corrupção, burocracia e esperança. O que realmente acontece no outrora maior garimpo de ouro do mundo?

Em janeiro de 2010, saiu a primeira nota comunicando que o presidente Lula, acompanhado da Ministra Dilma Rousseff e do Ministro Edison Lobão iria desembarcar em Serra Pelada, para lá, na presença de vinte mil garimpeiros, entregar o Alvará de lavra de Serra Pelada. Na época, o evento estava marcado para acontecer durante o mês de fevereiro, pois a Coomigasp aguardava tão somente a aprovação do Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) pelo 5º Distrito do DNPM do Pará.
A tão sonhada licença para exploração do garimpo só seria expedida em 26 de abril de 2010. Aparadas ainda algumas arestas burocráticas, a data da visita de Lula e comitiva ao garimpo foi, novamente, marcada para o dia 7 de maio.
Um dia antes da data marcada para a visita do presidente e comitiva ao garimpo de Serra Pelada, ela foi cancelada. A burocracia nos trâmites para a concessão do Alvará de lavra teria sido o motivo do cancelamento.
A entrega do Alvará foi feita sem a presença do presidente, que mesmo estando a pouco mais de 100 km do garimpo, quando de sua visita ao município de Marabá, não se fez presente em Serra Pelada. À época, a assessoria presidencial alegou o curto tempo na agenda para o cancelamento. Lula esteve em Altamira, onde um forte aparato repressivo impediu as  pouco mais de cinco mil pessoas que foram recepcioná-lo de se aproximarem do popular presidente, depois, em Marabá, inaugurou um lote vazio onde futuramente será construída uma Usina de Aço pela Vale. Mas esse é outro tema.
Algo de muito estranho estava escrito nas entrelinhas dessa visita à Curionópolis. A concessão que Lula entregaria, não aos garimpeiros, mas a uma empresa estrangeira, parceira da Associação dos garimpeiros de Serra Pelada, e que por força de um acordo seria a detentora da lavra, estava ainda envolvida em embaraços burocráticos e, apesar de anunciado, ainda não havia sido liberada, só acontecendo após forte pressão de Edison Lobão e da governadora Ana Júlia.
O palanque para Lula e comitiva estava montado em Curionópolis e a visita do presidente era data como certa. Agentes da PF circulavam pela cidade, convites foram enviados e tudo seguia o seu rumo. Até que, poucas horas antes da data prevista, a visita de Lula aos garimpeiros foi abruptamente cancelada da agenda presidencial.
Na semana passada o Estadão noticiou o envolvimento do senador Edison Lobão em um suposto esquema de favorecimento à Colossus, empresa que tocará o garimpo em consórcio com a Cooperativa dos garimpeiros.
Essa denúncia me fez refletir e chegar a seguinte conclusão: se o Palácio do Planalto tinha ou não conhecimento dessa investigação?, só o tempo dirá. Se o ministro Lobão, ora acusado pelo Estadão de montar um esquema político e de financiamento de campanha, tem ou não culpa, só as apurações dirão.
O certo, é que dezenas de milhares de garimpeiros aguardam o desenrolar desse imbróglio que se tornou a reabertura de Serra Pelada. Para eles (garimpeiros), que tem a esperança como maior virtude, o importante é que os trabalhos recomecem. Já para os poucos garimpeiros que até hoje vivem no garimpo, em situação que pode ser considerada de sub-humana, saber realmente o que está acontecendo, quais e que tipo de acordos foram feitos é, no momento, mais importante que a busca pelo precioso metal. 
Essa novela que se tornou a reabertura de Serra Pelada, agora envolve, além da esperança do garimpeiro de ver algum lucro advindo daquele rico garimpo, política, política e política. Triste sina, a do garimpeiro!


CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE SERRA PELADA


O maior garimpo à céu aberto do mundo, Serra Pelada, aconteceu pela descoberta de pequenas pepitas de ouro quando um agricultor foi banhar-se em um córrego e como não havia maquinário na região, logo comunicou à seu patrão, dono das terras, e sem conhecimento dirigiu-se a cidade de Marabá onde se constatou que realmente o agricultor encontrou ouro no pequeno riacho. Isto foi o estopim para a grande corrida ao ouro.

Serra Pelada é uma história surpreendente que se iniciou quando o primeiro foco de ouro foi descoberto e logo após houve a intervenção do Governo Federal alegando que iria colocar "ordem" no local, haja visto o grande numero de pessoas que vieram em busca do ouro, um sonho vivo que havia em cada aventureiro, que na grande maioria não foi realizado, muitos do Brasil e tantos outros do exterior.
Aventureiros que abandonaram a família, seus bens, mas com muita fé, coragem, ambição e até arriscar a vida para enriquecer na corrida do ouro, sem saber que outros almejavam somente o poder.

Em meados da década de 70, no estado do Pará, houve uma invasão por colonos entre as cidades de Marabá, Conceição do Araguaia, Serra das Andorinhas onde se descobriu o ouro e a grande corrida deu-se inicio. Colonos e garimpeiros de todas as partes foram para lá em busca do ouro.
Nesta ocasião foi permitido pelos políticos esta extração, com objetivo de protejer o proprietário das terras.
No Morro da Babilônia foi descoberto as primeiras pepitas de ouro, o que despertou interesse pelo Governo Federal, Vale do Rio Doce e o Departamento Nacional de Produção Mineral, o desespero levou por muitas vezes a tentar tirar os garimpeiros que já chegavam à mais de 20 Mil homens, razão pela qual não tiveram êxito e vários conflitos ocorreram.

Todos os dias mais e mais pessoas chegavam à Serra Pelada, na década de 80, principalmente da região nordeste, pois as notícias sobre o ouro corriam rápido, homens que na maioria analfabetos, desempregados, mas também haviam padres, advogados e outros profissionais que largaram tudo para aventurar-se na Serra Pelada na esperança de voltarem para casa ricos, encontrar ouro éra o único sonho. Muitos migraram de outras partes do Brasil.
Diz-se que em aproximadamente três meses já havia 25 mil homens em Serra Pelada, o maior garimpo a céu aberto do mundo, em meio à floresta Amazônica, vegetação cerrada (o que deu origem ao nome Serra Pelada).

Cada trabalhador, nesta época, tinha espaço de 6 metros quadrados, ao qual cada um sabia seu lugar.
Não era permitido entrada de mulheres, de armas, bebidas e até mesmo jogos, loterias, etc., a única coisa que havia alí era o trabalho de minerar ouro.
Mas nas cidades de Marabá e Paraupebas, ao redor da Serra, havia de tudo, prostibulos (lugar preferido dos garimpeiros), comércio ambulante onde se encontrava tudo.
Aos arredores de Serra Pelada havia cerca de duzentas casas de prostituição. Nos finais de semana os garimpeiros gastavam muito dinheiro para seus prazeres e necessidades de sobrevivência.
Nestas casas de prostituição ocorriam muitas brigas, muitos garimpeiros bêbados também frequentavam o lugar ocasionando até mortes, mas as mulheres que trabalhavam nestas casas inclusive os cafetões enriqueciam da noite para o dia às custas dos garimpeiros.

Durante imensos conflitos e desavensas já se tinha cavado em plena Amazônia um buraco gigante, com profundidade comparado a dois estadios do Maracanã. Não havia saneamento básico nenhum, não tinha infraestrutura, muitas doenças, como a malária, DST e vários acidentes fatais.

Com diversos conflitos acontecendo o Governo enviou técnicos da Vale para persuadir os garimpeiros do perigo de vender o ouro de "forma ilegal". Em 15/05/80 foi criada oficialmente a zona de garimpagem em Serra Pelada. O governo montou infraestrutura para garantir as necessidades dos garimpeiros. O ouro minerado pelos trabalhadores era comercializado através da Caixa Econômica Federal e repassado para o Banco Central do Brasil onde era processado o refino e depósito.

Durante o período de 1981 à 1983 inumeras tentativas de retirar os garimpeiros por parte dos geólogos da Vale do Rio Doce e do Departamento de Produção Mineral sob alegação de que o garimpo poderia desmoronar, mas de nada resolveu, pois a pressão dos garimpeiros foi maior do que os interesses da Vale em extrair o ouro de forma mecanizada. Nota-se que naquele período havia grande massa de eleitores na região e os interesses já não ficavam apenas no social.

A pressão para que os garimpeiros saissem do garimpo de Serra Pelada, era intenso, mas os trabalhadores prometiam resistir a qualquer custo para ficarem no garimpo. Foi então que surgiu o deputado Sebastião Curió, que apresentou projeto que permitia dar continuação a garimpagem em Serra Pelada. O tenente Sebastião Rodrigues de Moura, conhecido como Curió, diz-se ser homem de confiança do então presidente João Batista Figueiredo.

Cerca de 72 mil homens entraram na Serra Pelada sem concentimento da Polícia Federal nesta época, muitos eram pegos e devolvidos para sua cidade, mas eles incansavelmente retornavam até conseguir a "carteirinha" de autorização emitida pela Receita Federal, sob vigilância do Sr. Curió, que era aplaudido pelos garimpeiros por conseguir a citada carteirinha.

Os garimpeiros tinham que obedecer as ordens do Sr. Curió, caso contrário seriam expulsos do garimpo, que até montou um palanque onde dava as ordens no final das tardes, inclusive era obrigatório cantar o hino nacional no asteamento e arreamento da bandeira nacional, ali o regime éra outro.

Nesta época não mais se houvia tiros durante a noite. Com a intervenção do Sr. Curió tudo parecia "mais calmo", éra de interesse do governo colocar um representante ali, pois a região oferecia grande potencial em ouro e também impediria o contrabando.
Curió fez dos garimpeiros de Serra Pelada seu "exercito", todos lhe obedeciam com rigor temendo punições e até mesmo a expulsão do garimpo, o que ninguem queria no momento, pois a esperança de mudar de vida estava ali, no ouro.
Os movimentos dos garimpeiros eram controlados por policiais federais e militares.

Havia também os "proprietários" de cada parte do garimpo, que comandavam os trabalhadores daquela determinada área.
Já não precisava sair do garimpo para vender o ouro, pois na própria Serra Pelada havia o local para se vender o ouro.

Nesta data o presidente veta este projeto e deixa sob a responsabilidade do Congresso Nacional.
Já então o Departamento de Produção Mineral havia aprovado um relatório a favor da Vale do Rio Doce na exploração do ouro em Serra Pelada.
Diante tantas confusões, desacordos, perguntas sem respostas, e sob pressão o presidente da República envia ao Congresso Nacional um decreto que autoriza a União pagar a Vale do Rio Doce R$ 7 Milhões para manter os garimpeiros na Serra, haja visto que a Vale alegava ser de sua propriedade a área de mineração de ouro.

O geólogo Francisco A. B. de França envia em 03/1984 um documento ao Ministro de Minas e Energia, então Dr. César Carls alegando que a área do garimpo em Serra Pelada estava fora do limite territorial da Vale do Rio Doce.
Imediatamente a Comissão de Mineração de Minas e Energia da Câmara dos Deputados fez uma "emenda" alterando o decreto inicial, ampliando a àrea, incluindo nesta a àrea destinada à exploração de ferro.

Mais dois anos se passam com muitas incoerências entre Caixa Econômica Federal, políticos e quase intervenção do FMI, a fim de verificar a venda de sobras de ouro, paládio, prata e outros metais preciosos que foram vendidos pelos garimpeiros logo no começo do garimpo.

A Vale do Rio Doce, em 1996, quis mudar o garimpo para um nova localidade, dando o direito de posse e benfeitorias para quem fosse à um novo garimpo denominado Projeto Serra Leste, de onde se iria extrair o ouro. Mas os garimpeiros rejeitaram a oferta e até interditaram inúmeras vezes o acesso à este local, impedindo os trabalhos de sondagens pela Vale do Rio Doce.

Durante dois anos a Vale do Rio Doce, o Departamento Nacional de Produção Mineral, tentaram várias vezes tirar os garimpeiros da região sob alegação de que não havia mais condição de se extrair ouro manualmente, somente com máquinas apropriadas. Houve muitas mortes com acidentes de desmoronamentos.
Diz-se que "alguem" quebrava as bombas d'água prejudicando a exploração do ouro o que ocasionava mais acidentes.
Quando não tinha mais condições de explorar a cava principal, com 10 mil metros quadrados de profundidade, em 1983 o governo desembolsou 2,4 milhões para fazer uma obra que impediria muitos acidentes. Estava chegando ao fim o tempo do "General" Curió, pois sabia que a Vale iria se apossar da extração total do ouro.
Lançou-se como candidato a Deputado Federal no Pará, mas um novo coordenador está em seu lugar, o Cel. Santos. Eleito Deputado seu primeiro ato foi, juntamente com os garimpeiros, tentar impedir o Governo de fechar o garimpo e entrega-la para a Vale do Rio Doce que então iria colocar seu maquinário. Queria condições adequadas para o garimpo manual. Foi então que apresentou seu projeto que adiava o fechamento do garimpo. Vetado pelo Presidente, mas sob pressão para o problema para o Congresso que aprova por mais 5 anos a extração do ouro por parte dos garimpeiros em Serra Pelada.
Curió, orientado pelo Ministério de Minas e Energia, conseguiram criar um orgão em defesa dos direitos dos garimpeiros.

Criou-se a Delegacia Regional do Sindicato Nacional dos Garimpeiros, para defesa dos direitos dos garimpeiros, em Marabá. Também havia o Sindicato Nacional dos Garimpeiros no RJ.
Estes sindicatos atuavam em denunciar o Governo Federal que dava poderes a Vale do Rio Doce.
Em Dezembro de 1983 fundou-se a Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada, a COOGAR, lançada pelo Sr. Curió para que os garimpeiros se tornassem independentes. Na ocasião o governo concordou em colaborar e em 1985 libera verbas para obras necessárias em Serra Pelada, para o rebaixamento da cava principal, mas em 1986 vários acidentes ocorreram e o governo acusou a Cooperativa dos garimpeiros pelos acidentes. Na ocasião a Polícia Civil interditou a área que já se tornara impossível para o trabalho de garimpo. Revoltados, os garimpeiros incendiaram alojamentos da Polícia, inclusive o prédio de sua Cooperativa, pois havia suspeitas de corrupção e desvio de dinheiro.

Como podem notar até então, através de dados colhidos pela internet, livros, recortes, etc., juntam este "quebra-cabeça" que precisa ser revisto, finalizado, averiguar se foram fatos reais bem como ordenar os textos expostos aqui, que por falta de tempo, não fiz um resumo adequado.

Serra Pelada foi marcada por diversos interesses, seja de multinacionais e políticos, pois alí se encontrava diversos minérios, e o mais importante: O ouro.
Uma pequena minoria enriqueceu em Serra Pelada, "intermediários", empresários, etc., mas milhares de homens se empenharam nesta jornada, impulsionados por "notícias" que se achava muito ouro aqui e acolá e muitos garimpeiros ficaram ricos, pois encontraram grandes pepitas de ouro facilmente.

Em 18/09/1983 um garimpeiro, Júlio de Deus Filho, encontrou a maior pepita de ouro do Brasil, pesando cerca de 62 Quilos, terceira maior do mundo.

O Brasil tornou-se famoso na extração do ouro manualmente, sem auxílio de máquinas, graças à Serra Pelada, que em 1983 já produzia cerca de uma tonelada de ouro mensalmente.
Mas o principal fato é que na verdade Serra Pelada foi marcada por decepções, acidentes, tragédias e apenas uma minoria enriqueceu. Só restou um gigantesco buraco contaminado por mercúrio, embora que relatos acusam que a Serra ainda possui grande quantidade de ouro.

Após 20 anos de debates Serra Pelada volta aos noticiários, agora a mesma Cooperativa dos garimpeiros em conjunto com a Colossus Minerals (canadense), promete voltar em cena, mas agora com máquinas modernas, empregados registrados na forma da lei.
Novas esperanças... Ou será novas intrigas? 

fonte: Como investir em ouro

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