segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O caro preço da desgovernança

créditos: Humor Político

Levandoviskadamente a inocência de João Paulo é caso raro
Depois de dez anos correndo o trecho surge essa parada
Mais uma decepção custando ao país assim tão caro
Como se o infeliz réu impostor à sociedade não devesse nada!

Como entender que decorrido tanto tempo ainda achou amparo
Aí no rol do imbróglio a proteção total recaí sobre a cambada
O país esperou tanto que o sol da justiça então chegasse claro
Nos atropelos que sonhamos ver nessa hora pois desagravada!

Pobre BraZIU mostrando ao mundo o imundo leito da corrupção
Não se impõe ante a realidade um pouco de bom senso e de razão
Durante a transparência da governança do velho Lullaborizado companheiro!

Assim sendo nada esperamos que aconteça castigo merecido no caminho
Reclamar agora com quem a dor lancinante do quiabento espinho
A correr de Leste a Oeste a chama da vergonha queimada no país inteiro

Hélio Schiavo
Vitória da Conquista, 26 de agosto de 2012
Do livro em preparo Não fale que não falei

sábado, 18 de agosto de 2012

Retalhos dos caminhos tropeiro

Wagner Silveira SantosKika Ladisleia SantosJesiel Gonçalves da Cia Coletivo 1 por 1,
agradecem aos aplausos após a apresentação cênica do soneto "Colheitas",
uma homenagem do poeta Hélio Schiavo aos tropeiros conquistenses.
Como se a Terra acabasse ali na linha do infinito
Vai com a tropa beirando o perigo dos despenhadeiros 
Somente a solidão pode escutar a força do seu grito
Na constante marcha do vai e vem da vida do tropeiro!

Bruaca cheia curtindo saudade dorida do filho tão bonito
Lembra da mulher que sabe sofrer a ausência do bom companheiro
No humano coração que sempre foi fiel, sincero e verdadeiro
Às vezes isso o leva a repassar no mutismo deveras esquisito!

O esforço, a canseira e o tempo marca seu rosto na dura caminhada
Pelos cantões do país rasgando os sertões vazios sem  estradas
Ia Mané Rico, Canuto, Zé Mosquito, Toin Tropeiro e tantos mais!

Era a integração do Brasil-criança em busca do futuro
Esses heróis da pátria sabiam construir pontes desprezando muro
No limite da liberdade com fraternal abraço da Bahia com Minas Gerais!

Hélio Schiavo


Vitória da Conquista, 17 de agosto de 2012

Homenagem do poeta aos tropeiros conquistenses em poema escrito durante a 3ª Roda de Conversa Sobre Tropeirismo realizado pela ONG Carreiro de Tropa- CATROP

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Erundinamentemente?

créditos: Humor Político
O mal político age com o povo como o cínico Tartufi
Não se consegue conceber a amigação vergonhosa do momento
O país estarrecido não aceita o lullarubu com o tal Maluf
Ambos no poleiro sujo com a cara empanturrada de excrementos!


Quantas manobras encachoeiradas machucam o civismo da gente
Incluindo nisso a proteção descabida no maldito valérioduto
Do então governante fingindo decantar honestidade transparente
Enquanto o mundo hoje vê cair potências no velho e carcomido viaduto!


créditos: Blog do Anderson Morais
Lulla se preocupa só com o poder de retornar ao podium
Sempre ignorando tudo esquece de propósito o rival com (ódio)
Jogando a estrela do PTbestiolado eleitor para o alto!


Erundina merece o nosso respeito com o mais profundo reconhecimento
O poeta consagra a revolta dessa super mulher anulando o credenciamento
De entregar de graça ao lullismo a glória de subir de novo a rampa do Planalto!




Hélio Schiavo, Vitória da Conquista, inverno de 2012.



Do livro em preparo: "Lullaborizando"





segunda-feira, 30 de julho de 2012

Uma cachoeira de injustiças

Carlinhos cachoeira sob o peso da LEI  está bem protegido
Ao seu lado o ex-ministro da injustiça em plena atividade
Daí se pode concluir que de resto este país está perdido
Com o mal vencendo o BEM na evolução diária da calamidade!

O cabra de peia nada pode falar quando no Congresso é inquirido
Calculista como é empurra com a barriga a infeliz sociedade
Taí de novo o drama do valérioduto impune sendo repetido
Vendo o crime  desorganizando transpondo o dique inseguro da verdade!

Ora, sabemos que se a LEI maior é o interesse sagrado do povo
Não é concebível que isso venha ocorrer aqui sempre de novo
Alegando cinicamente que isso é permitido sim na CONSTITUIÇÃO!

O país preocupado com crise forte vinda lá do exterior
Não pode prosseguir alimentando peculatários ladrões com um favor
Deixando calado na moita o que precisa saber o nobre CIDADÃO!

Hélio Schiavo, 

Inverno de 2012, Vitória da Conquista, 

domingo, 22 de julho de 2012

Colheitas


Nas sofridas caminhadas pelo agreste brasileiro
naqueles tempos idos quando não tinha estrada, 
a figura heróica do CIDADÃO TROPEIRO
não pode ser esquecido nessa patria amada!

Vale relembrar sim o sacrificio do HOMEM pioneiro 
levando carga, comercio e comunicação na bruaca recheada,
varando sertões na trilha cheia de despeadeiro 
com diminuto tempo as vezes pra desnecessario descanço na pousada. 

Honra pois ao pugilo de bravos enaltecidos nessa poesia
sempre haverá espaço afim de relembrar o esforço de tanta porfia,
não importanto siquer o tamanho e importancia da comunidade!

O progresso de hoje partiu daquele trabalho ingente no pais criança
interligando fazendas, curutelas e cidades o objetivo alcança
para levar ao Primeiro Mundo a patria gigante com plena liberdade!

                                             Vitória da Conquista, 20 de julho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rancho do Tropeiro 2012, homenagem do poeta trovalorizando para a Catrop

O meu São João verdadeiro
Com o povo se esbaldando em arrasta-pé
Completei no bom gosto do Arroz Tropeiro
Que reanimou a minha fé!

Não me desagarro desse gancho
Sem importar com toda agitação
Meu prazer é ver repleto o rancho
Reavivando Cores vivas do sertão!

O tropeiro não é um herói do passado
Presente ainda em trilhas pelo mundo
Nem o modernismo lhe deixa mais cansado
Nesse trabalho permanente tão fecundo!

Foi um tempo de luta e sacrifício
Dos homens que se jogavam nos sertões
Sob sol ardente esquivando de tantos precipícios
Remoendo dentro de si as emoções!

Nosso grupo coeso reativa essa memória 
Com teatro, poesia, cultura e tanto mais
Pra colocar no panteão da História 
Quem não devemos esquecer jamais!

Segue tropeiro, segue seu caminho
Na rodada do tempo ficará as tradições
Guardada em cada peça com carinho 
No eterno museu de nossos corações!

Vitória da Conquista, 18 de junho de 2012

sábado, 16 de junho de 2012

Tristeza é coisa que não presta

Vou encher o meu paneiro
Veio chuva do céus pra gente
Forró balança o terreiro
DEUS quer o povo contente!

Olha aí quanta alegria
Rodeando tudo aqui
Quanto ritmo extasia 
A turma do pé de serra
Vinda do Peri-peri!

Canta Manno
Tristeza é coisa que não presta
Diz o povo com razão
Por isso Conquista faz festa
Pelo 100 anos de Gonzaga
O eterno Rei do Baião!

Capricha zabumbeiro na batida
Alegria tamanha nunca vi
Aproveite enquanto é tempo sua vida
Com o som do grupo do Peri-peri!

Vitória da Conquista, 17 de junho de 2012

*Homenagem do poeta ao grupo de forró do Peri-peri, que se apresentou na noite de hoje no palco dos festejos juninos da PMVC e ao cantador Manno Di Sousa, vice presidente da ONG Carreiro de Tropa- Catrop