quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pelo ofício de ser político espero muita coisa acontecer
Se conseguirem botar freio na dona mídia estarei perdido
Pudesse eu ter imunidade respeitada de canto a canto prá valer
Não estarei como agora amarrado na duvida tão arrependido!

Olhe ai nobre colega não sou analfabeto como querem crer
Fui na escola sim sem merenda e pela fome espremido
E quem for como eu brasileiro que cumpra honrosamente seu dever
E que na trincheira do saber não aceite pela ignorancia ser vencido!

Este país não era para ter mais ninguém por ai analfabeto
Crítico com veemência sem medo de falar nem ser discreto
Mas também ja tive lá no Ceará uma Pró que não sabia ler!...

Enrolava no cerca lourenço a turma de moleque o tempo todo
Que um dia lembro bem chegou a polícia braba já passando o rôdo
E no quadro negro estava escrito apenas isso: Entre sem bater!...

HÉLIO SCHIAVO

E O DEMENOR GAROTINHO FOI CASSADO...

E é engano pensar que os "demenor" estão com tudo
Já não respeitam mais siquer um pobre Garotinho
Entrou na eleição foi por demais votado e de gritar tá mudo
Porque dessa vez foi a LEI da FICHA SUJA é que deu o clássico jeitinho

Não será empossado igual Jáder e outros comprovam o fato
Onde arranjar imunidade para garantir apurados da falcatrua
Até então era o inocente a que sei sacrificado é que pagava o pato
Agora vejo esses bilionários jogados sem moral pelo meio da rua!

Garotinho aquele que não respondeu as cartas que mandei via Rosinha
No palácio Guanabara onde acampou como governadora linda e bonitinha
E o marido Secretário da Insegurança total que abunda nessa terra!

Não não votei no Garoto porque já esperava é vero dele ser cassado
O país vai aos poucos mudando e o povo menos abestado paga pecado
Com o crime organizado aprontando sempre pra iniciar sangrenta guerra

HÉLIO SCHIAVO
Rio de Janeiro,20 de novembro de 2010



GRITO DA VERDADE

Meu coração despedaçado de tristeza
Vai rimando no dia a dia essa certeza
Como está sofrendo o meu povo da Serrinha
Todo dia tiroteio e sempre tem matança
Ninguém garante escola prá criança
Graças a molecagem da turminha...
Já e´tempo de acabar com tudo isto
Estão demorando a extirpar o quisto
Que tanto compromete a liberdade
Não ajuda o carnaval com nada companheiro
Não sobra siquer um couro pra pandeiro
Denegrindo a honra da comunidade!...
Serrinha é paz é jongo é Ivone Lara
Jorginho do Imperio Tio Hélio coisa rara,
Discípulos de Silas e também Mestre Fuleiro
Por isso o Império Serrano está de luto
Levando na Sapucai o samba enxuto
Como fazia antigamente o menino rei Roberto Ribeiro
Nosso terreiro ainda é sagrado
A despeito do sangue derramado
Vamos honrar como sempre a bandeira
O povo não compactua com baderna
Espero que o pessoal chegue da caserna
Trazendo a paz definitiva a Madureira !

HÉLIO SCHIAVO
Rio de Janeiro,12 de novembro de 2010

DOLABELANDO...AH MOLEQUE !

O Dolabela do jeito
Que o diabo quer
Encara metendo o peito
Só batendo ...em mulher!
Espanca e logo vai pro Distrito
Mostrar o ato bonito
Que não gravou na novela!
Daí o Delegado no grito
Achando aquilo esquisito
Fala para o Dolabela:
-"Aqui você não palpita
Mesmo sendo filho de Lolita
Lhe prendo sem mais aquela!"
Agora terá que pagar pensão
A Lei não pode abrir mão
Pelo interesse da criança
Mesmo sendo a justiça cega
Para inocente não nega
Controlando a balança
Com a chave da prisão!
Tome vergonha cara tome jeito
Aprenda ter mais respeito
Prá não ser incomodado
Basta de promoção e propaganda
Nem tente sair de banda
Porque lhe boto atrás... o soldado!
Resumo agora o resto do casinho
Desse moleque bonitinho
Metido n'uma contenda
Com hum milhão no bolsinho
Ganho no sítio ou fazenda
Onde agora dona ex se agarra
Tomando a casa da Barra
Com a Lei do lado e na marra
Pela infelicidade do DADO
Com belo processozinho!
Sem pedir emprestado ao Jorginho
Prá relatar com carinho
Na rima cheia de breque
A estória desse moleque
Dodabelando encrenca grossa
Sempre nos percalsos do caminho!


HÉLIO SCHIAVO



A CANGALHA DO GENOINO...


Com que alegria vi Genoino perder a eleição levando a breca
Sonhei como eleitor derrotando o carcará vivendo a gosação
De nada adiantou a grana familiar que o mano arrastou na cueca
E o país inteiro se enteirou que era vingança da honestidade com razão

Quem sabe o P.Tbesta deve faze-lo embaixador consular lá perto da Precheca
No carreirismo partidário do Lulismo esfacelado junto do valão
E ai a patota marcovaleriana de Zé Dirceu num pátio do presídio vai jogar peteca
Livrando o nosso povo cansado de sempre prá canalha estender a mão

Poucas vezes uma votação deixou minha alma tão aliviada
Mão Santa, Maluf e Jáder na busca da imunidade chorada com tanta precisão
Incluindo Sarney e outros tantos que devem sair daquele ninho chôco

Há são outros tempos para se viver aqui feliz na pátria amada
Vai pela sombra cara sem passagem de volta e chega de acomodação
Pode ajudar Roseana na valiosa indústria soberana do velho quebra-côco

HÉLIO SCHIAVO
Rio de Janeiro 15 de outubro de 2010

ACORDA GENTE....

E a Dilma disse que ninguém decerto sabe tudo
Que ocorre na nossa casa e de resto no resto do país
Por isso talvez a "Erenice trabalhou direito" fico mudo
Mas sem concordar de fato com a safadeza infeliz!

Como então essa "muié" pode nos governar direitinho
Pensando desse jeito diga lá, diga camarada
Com Jenuíno,Dirceu,Delúbio e Berzoini no caminho
Se o B.C. ainda guarda 85 toneladas só de Serra Pelada?

Não podem ver dinheiro que a vergonha logo leva á breca
Escondem no Banco Rural e até nas profundesas da cueca
Na cara de pau de tanta blindagem Lulaborizada pode crer

O chefe da tribo preocupou atacar Dom Pedro Segundo lá na Turquia
Enquanto a ratoeira desarmada aqui na mão da patota e colundria
Jurando falso que cada um era honesto cumprindo o seu" dever"!

HÉLIO SCHIAVO

Quadros da rua...

Passei hoje por Madureira ouvindo troar de tiros na serrinha
Não deixa de ser aterrador a metranca comendo dia e noite
Onde puseram a LEI depois que Cabral voltou para a Santa Terrinha
Deixando o povo aqui sob a suprema dor da tristeza e açoite?

Ali no reduto do samba de Silas Mestre Fuleiro,Tio Hélio a indignação continha
Contra os governantes extra oficiais do pedaço para que não amoite
Meia dúzia de abestados criando terror vendendo farinha
E o resto trabalhador perdendo serviço pelo mal pernoite

Onde vai parar desse jeito o turismo nacional com tanta guerra
Essa indústria sem chaminé vendo espantar o visitante para outra terra
Se o Estado aceitar o jogo sujo cruzando os braços numa repressão!

Tá na hora de aumentar a doação de órgãos retalhando essa gente
Chega de judiar com os honestos por culpa exclusiva do inconsequente
É o que falta expressar claramente nossa sagrada Constituição!


HÉLIO SCHIAVO